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sexta-feira, 26 de março de 2010

capitulo 64

pobres escritores

Que nada tem, pobres escritores que cansados de suas vidas mediocres tendem a inventar outras, pelo simples fato de não suportar mais a sua.
Pobre escritores, que estão sempre a beira de um ataque de nervos, que pensam que tudo é o fim do mundo, e que fazem de tudo uma longa história de amor
Pobres escritores indecisos e incoerentes, que ditam sobre vidas que eles nunca vão ter, coisas que nunca vão fazer, e formas de amor que nunca vão compreender.
Talvez eu me atreva a dizer que na verdade, escritores são poetas que finalmente aprenderam a amar, e que sofrem com isso cada dia. Pois não podem escrever mais só do amor.
Escrevem sobre a vida, em cada aspecto infeliz que ela possui, o odio, a dor, a felicidade, o amor, a gratidão, a paixão, a morte.
Pobres escritores que não conseguem se livrar do vicio de pensar que são alguém, quando na verdade não são, são restos de pessoas, e junções de personagens.
Pobres escritores sem personalidade, que vivem cada dia uma história, e todo dia uma aventura, que tem os pensamentos rápidos e palavras rebuscadas que não querem dizer nada.
Pobres escritores que nada tem, acabam sozinhos, com suas maquinas de escrever.
Que sofrem por brincar de Deus, inventando e matando pessoas todos os dias.
Que são extremistas e realmente afetados.
Pobres escritores, que tudo tem, sem ter absolutamente nada.

2 comentários:

Candiani disse...

UAAAAU
*-*
"Que tudo tem, sem ter absolutamente nada."

Isis disse...

Amei...
"Pois não podem escrever mais só do amor."